Val-Kilmer

Mercedes Kilmer afirma que a tecnologia não deve ser evitada e que o projeto honra o desejo do pai de continuar contando histórias, mesmo após sua morte em 2025.

A discussão sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) em Hollywood ganhou um novo e emocionante capítulo. Mercedes Kilmer, filha do icônico ator Val Kilmer, veio a público defender a recriação digital de seu pai para o longa-metragem independente “As Deep as the Grave”.

Val Kilmer, que faleceu em 2025 após uma longa batalha contra um câncer de garganta, já havia explorado as fronteiras da tecnologia em 2022, quando utilizou IA para recuperar sua voz em Top Gun: Maverick. Agora, sua imagem e semelhança foram totalmente recriadas para este novo filme de ação histórica, com o consentimento total de sua família e espólio.

Entre a polêmica e o legado

Em entrevista ao programa Today Show, Mercedes reconheceu que o assunto divide opiniões na indústria, mas acredita que a IA foi a ferramenta encontrada para superar as limitações físicas impostas pela doença do pai.

“Temos que lidar com essa tecnologia de um jeito ou de outro. Evitá-la não é necessariamente o caminho”, afirmou Mercedes. “É muito mais fácil estruturar os direitos se você licenciar algo proativamente, protegendo a propriedade intelectual do ator”.

Ela explicou que, embora muitos profissionais do setor vejam a IA como uma ameaça — um medo que ela considera “absolutamente válido” —, outras pessoas mais experientes enxergam a tecnologia como uma forma de os atores manterem o controle sobre suas próprias carreiras no futuro.

Um papel desenhado para Val

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O diretor de “As Deep as the Grave”, Coerte Voorhees, revelou que o papel foi escrito especificamente para Kilmer. A produção chegou a ter o ator escalado e pronto para filmar, mas seu estado de saúde delicado na época impediu que ele estivesse presente no set.

Segundo a família, foi o próprio Val quem demonstrou entusiasmo com o projeto. Ele sempre viu as tecnologias emergentes com otimismo, enxergando-as como ferramentas para expandir as possibilidades narrativas do cinema.

O futuro da atuação digital

O caso de Val Kilmer serve como um precedente importante em um momento em que sindicatos e estúdios discutem os limites éticos e legais das réplicas digitais. Para Mercedes, o uso da IA neste filme é, acima de tudo, um tributo ao espírito inovador do pai, garantindo que sua marca continue presente nas telas, exatamente como ele gostaria.


O que você acha dessa tendência? A IA é uma homenagem válida ou uma fronteira que não deveria ser cruzada? Comente sua opinião abaixo!

Fonte: Variety

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